Novo Plano Diretor enterra cemitério vertical, libera prédios mais altos e prepara cidade para chegada do Metrô

A Câmara Municipal de Taboão da Serra aprovou, em segunda votação nesta terça-feira (19), a revisão do Plano Diretor da cidade após cerca de 90 dias de debates e audiências públicas marcadas por ampla participação popular. O novo texto redefine o crescimento urbano do município, enterra de vez a proposta de implantação de um cemitério vertical no Jardim Maria Rosa, amplia áreas para construção de apartamentos, permite empreendimentos com apenas 30% de vagas de garagem e abre caminho para edifícios mais altos, em padrão semelhante ao de arranha-céus.

Além das mudanças urbanísticas, o novo Plano Diretor também tem como objetivo preparar Taboão da Serra para receber aquele que é considerado o maior investimento público da história recente da cidade: a chegada do Metrô, cuja previsão inicial de inauguração é para 2030.

O presidente da Câmara, Carlinhos do Leme, destacou a importância das discussões realizadas antes da aprovação do projeto.

“Foram 90 dias de debate. Foi um momento importante para a história da cidade. Todos os vereadores enalteceram a aprovação e os debates que antecederam a proposta que, a partir de agora, passa a redesenhar diversas áreas da cidade”, afirmou.

Movimentos de moradia, incluindo representantes do MST, acompanharam de perto toda a tramitação do Plano Diretor para garantir a manutenção de áreas destinadas à habitação de interesse social.

Uma das mudanças que mais repercutiram durante os debates foi a alteração do zoneamento do terreno localizado na Rua José Dini, no Jardim Maria Rosa, onde existia a proposta de instalação de um cemitério vertical particular.

Com a aprovação do novo Plano Diretor, a área deixou de ser classificada como zona industrial e passou a integrar a ZPR1 (Zona Preferencialmente Residencial), permitindo apenas construções residenciais e comerciais, como casas, apartamentos, comércios e serviços.

O vereador Ronaldo Onishi, uma das principais vozes contrárias ao empreendimento, afirmou que a decisão representa uma vitória dos moradores e do posicionamento adotado pelo Legislativo.

“O Plano Diretor enterra de vez a proposta do cemitério vertical no Maria Rosa. É uma decisão que respeita a vontade da população e dos parlamentares desta Casa de Leis. Esse empreendimento não era do interesse da cidade”, declarou.

O debate sobre o cemitério vertical mobilizou moradores do Jardim Maria Rosa durante as audiências públicas realizadas pela Câmara Municipal, que registraram grande participação popular e manifestações contrárias à implantação do empreendimento no bairro.

Sandra Pereira

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